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Especialista em Prematuridade

Cerclagem do colo uterino em São Paulo

Realize a cerclagem com quem ensina e é especialista em prematuridade. Indicação precisa, baseada em evidência, para proteger a sua gestação.

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Professor UNIFESPEPM · Adjunto
FMF LondresCredenciado nº 40017
CRM-SP 100513RQE 51.384-1
+20 anosde experiência
CoordenadorParto Prematuro UNIFESP
Sobre a condição

O que é a cerclagem cervical?

A cerclagem do colo uterino é uma intervenção cirúrgica indicada na mulher com insuficiência istmocervical. Nessa condição, o colo não consegue sustentar o bebê dentro do útero e acaba dilatando, podendo gerar abortamento — principalmente acima de 12 semanas — ou parto prematuro extremo.

A técnica consiste na sutura com dois fios circundando o colo uterino. Os pontos devem ser feitos o mais alto possível, com muita atenção para não romper as membranas. Para evitar essa intercorrência, o Dr. Alan Hatanaka desenvolveu uma técnica na qual utiliza a ultrassonografia para determinar o local e a profundidade exatas da passagem do fio.

Quando a indicação é correta e a técnica cirúrgica é realizada com precisão, as taxas de sucesso podem atingir 85 a 90%. A indicação correta — baseada em evidência e na avaliação individualizada de cada caso — é o passo mais crítico para um resultado favorável.

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Dr. Alan Hatanaka durante exame ultrassonográfico
85–90%
de sucesso quando a indicação é precisa
Quem pode se beneficiar

Quais as principais indicações da cerclagem?

A cerclagem deve ser realizada apenas em mulheres com indicação precisa e deve ser feita por profissional experiente.

Gestantes com história de abortos acima de 12 semanas, com poucos sintomas
Gestantes com colo uterino com comprimento ≤ 10 mm
Grávidas com antecedente de parto prematuro, com colo uterino curto (≤25 mm)
Mulheres com malformação uterina ou cirurgia do colo uterino, com colo uterino curto (≤25 mm) na gravidez
Gestantes com dilatação do colo uterino ou com exposição das membranas
Cerclagem e a idade gestacional

Quando realizar a cerclagem?

As indicações seguem três categorias, conforme as diretrizes do ACOG, SMFM, Fetal Medicine Foundation e SOGESP. A decisão é sempre individualizada — nem toda gestante com colo curto precisa de cerclagem.

Categoria 1 — Eletiva

1Por antecedente obstétrico

Indicada para gestantes com histórico clássico de insuficiência istmocervical. Realizada de forma planejada, geralmente entre 12 e 14 semanas, independentemente da medida do colo atual.

  • Perda gestacional no 2º trimestre com dilatação cervical de início indolente
  • Cerclagem anterior realizada pela mesma razão
Categoria 2 — Por ultrassom

2Colo curto + fator de risco

Gestações únicas com colo uterino ≤25 mm ao ultrassom transvaginal, associado a pelo menos um fator de risco:

  • Parto prematuro anterior (antes de 34 semanas)
  • Malformação uterina (bicorno, septado, unicorno, didelfo)
  • Cirurgia prévia no colo (conização, CAF)
  • Colo ≤10 mm — mesmo sem outros fatores de risco
Em colo ≤10 mm, a cerclagem reduz em ~32% o risco de parto antes de 35 semanas (Berghella et al., 2011).
Categoria 3 — Urgência

3Cerclagem de resgate

Realizada quando o exame físico já detecta dilatação do colo de 2–4 cm no 2º trimestre, ou as membranas estão expostas, na ausência de trabalho de parto ativo ou infecção. É o cenário de maior complexidade técnica — a experiência do cirurgião é determinante.

Aumentou o tempo de gestação em mais de 5 semanas e elevou a sobrevivência fetal de 35,5% para 73,0% (Hulshoff et al., 2023).
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Abordagem cirúrgica

Técnicas utilizadas

A escolha depende da anatomia do colo, do momento da gestação e do histórico da paciente. Todas seguem protocolos baseados na Fetal Medicine Foundation, ACOG e RCOG.

Técnica de McDonald

A mais utilizada. São duas suturas passadas ao redor do colo por via vaginal, sem necessidade de dissecção. Realizada entre 12 a 26 semanas. A sutura dupla mostra maior eficácia, com prolongamento gestacional médio de ~3 semanas em relação à sutura simples (Pergialiotis et al., Cochrane, 2015). O uso de ultrassonografia transvaginal durante o procedimento — especialmente nas cerclagens de urgência — vem revolucionando os resultados.

Técnica de Shirodkar

De maior complexidade, com pequena dissecção da bexiga para posicionar o ponto em nível mais alto. Indicada para casos de colo muito curto em que a técnica de McDonald não é tecnicamente viável.

Cerclagem transabdominal

Realizada por laparoscopia ou cirurgia aberta, é um procedimento reservado a casos raríssimos: ausência de colo uterino ou falhas múltiplas de cerclagens vaginais bem executadas. Apresenta riscos maiores e deve ser limitada a centros de pesquisa com especialistas de extrema experiência. Não é a primeira opção nem indicação rotineira.

Procedimento de exceção
Terapia combinada

Cerclagem + progesterona vaginal

A associação apresenta resultados superiores às terapias isoladas, especialmente nas cerclagens de urgência ou indicadas por ultrassom. Uma meta-análise de 2023 demonstrou reduções expressivas no risco de prematuridade.

−55%
redução no risco de parto antes de 37 semanas
−50%
redução no risco de parto antes de 34 semanas
−44%
redução no risco de parto antes de 32 semanas
Fonte: Aubin AM et al. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(8):101024.
Raciocínio clínico

Roteiro de decisão

A indicação de cerclagem segue um algoritmo lógico baseado em evidência — mas cada caso é único e requer avaliação individualizada.

1

Histórico de perda no 2º trimestre?

Sim (com características de insuficiência cervical) — Cerclagem eletiva entre 12–14 semanas.
Não — seguir para avaliação do comprimento do colo.
2

Parto prematuro anterior + colo ≤25 mm?

Sim — Cerclagem + progesterona vaginal.
Colo ≥25 mm — Progesterona vaginal (sem cerclagem).
3

Sem antecedente — colo entre 18–24 semanas

Colo ≤10 mm — Cerclagem + progesterona.
Colo 10–25 mm — Pessário + progesterona (avaliar caso a caso).
Colo >25 mm — Acompanhamento de rotina.

Colo já dilatado ao exame físico?

Sim (2–4 cm, sem trabalho de parto) — avaliação imediata para cerclagem de urgência (resgate).
Situação de emergência — acionar imediatamente a equipe especializada.
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Por que escolher

Prof. Dr. Alan Hatanaka

Prof. Dr. Alan Hatanaka — Obstetra especialista em alto risco em São Paulo

Mais de 20 anos de experiência em obstetrícia de alto risco, com centenas de cerclagens realizadas nos principais hospitais de São Paulo. Lidera o Ambulatório de Prevenção do Parto Prematuro da UNIFESP e é credenciado pela Fetal Medicine Foundation de Londres.

Professor Adjunto UNIFESP

Escola Paulista de Medicina — referência nacional em medicina fetal.

FMF Londres

Credenciado (nº 40017) — instituto de referência mundial em medicina fetal.

Pesquisador

Coordenador do Setor de Predição e Prevenção do Parto Prematuro — UNIFESP.

Dupla residência + doutorado

Ginecologia & Obstetrícia e Medicina Fetal pela EPM/UNIFESP.

Partos realizados em: Maternidade Star São Luiz Hospital Albert Einstein Maternidade Pró-Matre
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não necessariamente. A indicação depende do comprimento exato do colo, do histórico obstétrico e da presença de outros fatores de risco. Gestantes com colo entre 10–25 mm e sem histórico de parto prematuro geralmente se beneficiam de pessário e progesterona, sem necessidade de cirurgia. A avaliação individualizada é essencial.
Em mãos experientes, é um procedimento de baixo risco. Complicações como sangramento, ruptura de membranas ou infecção são raras. O risco aumenta em cerclagens de urgência (colo já dilatado), onde a experiência do cirurgião é ainda mais determinante.
Em geral com 37 semanas, no consultório, sem necessidade de anestesia — ou antes, caso haja início de trabalho de parto ou rotura das membranas.
Não. A cerclagem transabdominal é um procedimento de exceção, reservado a casos muito específicos: ausência de colo uterino ou falhas múltiplas de cerclagens vaginais bem executadas. É uma cirurgia de maior risco e complexidade, que deve ser realizada apenas em centros com experiência dedicada. A cerclagem vaginal (McDonald ou Shirodkar) é a abordagem padrão para a grande maioria das pacientes.
Nas gestações gemelares, a indicação de cerclagem não é rotineira. A maioria das sociedades médicas não a recomenda apenas pela presença de colo curto. Entretanto, em casos selecionados com colo muito curto (≤15 mm), especialistas como a SOGESP reconhecem que pode haver benefício. A progesterona vaginal é frequentemente a primeira opção nestas gestações.
Sim. Procedimentos cervicais para tratamento de lesões por HPV aumentam o risco de parto prematuro, especialmente quanto mais profundo o cone. Mulheres nessa situação devem ter o comprimento do colo monitorado por ultrassom transvaginal durante a gestação. A indicação de intervenção (progesterona ou cerclagem) depende da medida encontrada.
Sim — e os resultados são melhores do que com cada terapia isolada. A meta-análise de Aubin et al. (2023) demonstrou que a combinação cerclagem + progesterona vaginal reduz em 55% o risco de parto antes de 37 semanas, 50% antes de 34 semanas e 44% antes de 32 semanas.
Base científica

Referências bibliográficas

Toda conduta clínica é fundamentada em estudos peer-reviewed e diretrizes das principais sociedades médicas internacionais.

American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice Bulletin No. 142: Cerclage for the management of cervical insufficiency. Obstet Gynecol. 2014;123(2 Pt 1):372-9.
DOI: 10.1097/01.AOG.0000443276.68274.cc
Berghella V, Rafael TJ, Szychowski JM, Rust OA, Owen J. Cerclage for short cervix on ultrasonography in women with singleton gestations and previous preterm birth: a meta-analysis. Obstet Gynecol. 2011;117(3):663-671.
DOI: 10.1097/AOG.0b013e31820ca847
Hulshoff CC, de Ruigh AA, Santema JG, et al. Effectiveness of emergency cervical cerclage in singleton pregnancies: a retrospective cohort study. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(4):100971.
DOI: 10.1016/j.ajogmf.2023.100971
Aubin AM, Hakim J, Mota S, et al. Combined vaginal progesterone and cervical cerclage in the prevention of preterm birth: a systematic review and meta-analysis. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(8):101024.
DOI: 10.1016/j.ajogmf.2023.101024
Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM), McIntosh J, Feltovich H, Berghella V, Manuck T. The role of routine cervical length screening in selected high- and low-risk women for preterm birth prevention. Am J Obstet Gynecol. 2016;215(3):B2-7.
DOI: 10.1016/j.ajog.2016.04.027
Conde-Agudelo A, Romero R, Da Fonseca E, et al. Vaginal progesterone is as effective as cervical cerclage to prevent preterm birth in women with a singleton gestation, previous spontaneous preterm birth, and a short cervix. Am J Obstet Gynecol. 2018;219(1):10-25.
DOI: 10.1016/j.ajog.2018.03.028
Kyrgiou M, Athanasiou A, Paraskevaidi M, et al. Adverse obstetric outcomes after local treatment for cervical preinvasive and early invasive disease according to cone depth: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2016;354:i3633.
DOI: 10.1136/bmj.i3633
Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP). Recomendações SOGESP sobre Prematuridade. São Paulo: SOGESP; 2023.
Pergialiotis V, Karampetsou N, Papantoniou N. Double versus single suture cerclage for the management of cervical insufficiency: a meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev. 2015.
DOI: 10.1002/14651858.CD011035
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