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Ultrassonografia Do Colo Uterino

Ultrassonografia do colo uterino. Quando devemos realizar?

A prematuridade é a principal causa de óbito neonatal e atinge cerca de 12% das gestações. Cerca de 1/3 destes partos ocorrem antes da 34ª semana, período em que aumenta significativamente o índice de morbi-mortalidade neonatal (Lockwood, UptoDate, 2010). Assim, torna-se importante o reconhecimento das pacientes consideradas de alto risco para esta doença.

A avaliação do comprimento do colo uterino via transvaginal associada ao Antecedente Obstetrico parece ser a forma mais eficaz para detecção das pacientes de alto risco (Celik, Ultrasound Obstetrics and Gynecology 2009).

A avaliação do colo uterino via abdominal tem sensibilidade de apenas 8% para detecção do parto prematuro (Hasan, Am J Obst Gyn, 2000). Devido a distância da cérvice ao transdutor, há necessidade de repleção parcial da bexiga para definição dos limites da estrutura, no entanto, esta condição causa um falso alongamento cervical. Por este motivo não se recomenda a medida do colo via abdominal.

A medida do colo pode ser realizada a partir da 14ª semana e tem valor para predição de prematuridade até a 28ª semana. Quanto mais precoce for detectado o encurtamento da medida, maior o valor preditivo para detecção do parto pré termo. A paciente de alto risco com comprimento < 25mm entre 14 e 18 semanas tem um valor preditivo positivo para parto com menos de 35 semanas de 70% e de 40% quando detectada entre 18 – 22 semanas (Berghella, Am J Obst Gyn, 2010).

A sensibilidade na detecção do parto prematuro sofre influência de alguns fatores. A gestação múltipla reduz a sensibilidade do exame em 50% visto que muitas pacientes que terão parto prematuro, têm comprimentos > 25mm no segundo trimestre. Por outro lado, a história obstétrica de partos prematuros, anomalias Mullerianas, biópsias de cone anteriores e múltiplas dilatações cervicais, elevam a sensibilidade, chegando a 66% (Berghella, Am J Obst Gyn, 2010).

A triagem do comprimento cervical deve ser realizada em todas as gestantes. Para pacientes de alto risco deve iniciar com 14 semanas, sendo repetida a cada 2 semanas. Para pacientes de baixo risco deve ser solicitado entre 20 e 24 semanas.

Para pacientes com colo curto, recomendamos o uso da progesterona via vaginal e, para aquelas com fatores de risco, recomendamos a associação com a cercalgem uterina que poderá ser realizada até o limite de 26 semanas.

Dr. Alan Hatanaka
CRM 100513
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia - RQE 51.384
Especialista em Medicina Fetal – RQE 51.384-1

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